Arquivo da categoria: Sujeira

Chegou o dia – Faxina Já!

LIMPEZA!

LIMPEZA JÁ!

Dizem que uma boa faxina traz energia nova para dentro de casa. Que jogando fora papéis velhos, organizando documentos importantes que devem ser guardados, renovando a capa puída do sofá, enfim, tudo fica mais leve após uma faxina e abre-se espaço para novas e boas coisas entrarem nesta nova casa.

É com este espírito de renovação, de limpar e jogar fora o velho, o rançoso, que o Movimento das Andorinhas irá às ruas de Brasília amanhã 09.09.2009, às 9 horas. Não sabemos se teremos 2, 3, 20 ou centenas de pessoas conosco, só mesmo amanhã iremos saber, mas o espaço para o novo está aberto.

E, a partir do dia 10, novas propostas poderão surgir aqui. Pretendemos abraçar  questionamentos importantes em prol do resgate de nossa consciência de cidadãos. Participe, dê sua sugestão.

Para amanhã, além de muita disposição,  traga luvas de faxina, sabão, baldes, vassouras, rodos – todo material de limpeza será bem-vindo – e também apitos, tambores, cornetas e cartões vermelhos. Nos encontraremos amanhã, com certeza.

Obrigada pelo apoio de todos aqueles que desde o começo acreditaram que seria possível. Obrigada aos que aderiram recentemente – nossos ninhos cheios de vida nova agradecem.

Tatiana Nunes Carvalho – andorinha paulista, colaboradora do blog.

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Brasil Covarde – Artigo Guilherme Fiúza

Há pessoas que não mudam de profissão nunca!

Há pessoas que não mudam de profissão nunca!

Em defesa de José Sarney, Collor mandou Pedro Simon engolir suas palavras. Simon voltou a falar, mas engoliu. Em seco. Depois relatou que teve medo. O olhar vidrado de Collor lembrou ao senador gaúcho o crime cometido pelo pai dele, Arnon de Mello, que matou um colega no plenário. Simon achou que podia ter o mesmo fim trágico. 

Trágico mesmo nessa história é o medo do valente Pedro Simon. Acabaram-se os homens públicos, acabou-se o espírito público. Se um Collor babando de ódio é suficiente para calar um democrata, a democracia será regida pelos psicopatas. 

Collor disse a Simon que não se atrevesse a repetir o seu nome, nunca mais. A intimidação fez efeito, e Simon não mais pronunciou o nome do colega. Se ainda existissem homens públicos, Pedro Simon, ou qualquer outro senador, deveria ter respondido imediatamente a Fernando Collor de Mello (este é o nome dele): o Senado é uma alta representação do povo, os que lá estão têm nomes, e no dia em que algum deles não puder ser pronunciado a democracia terá morrido. Vamos repetir o nome do senador que não quer ser mencionado, e que foi obedecido por Pedro Simon: Fernando Collor de Mello. É muito importante pronunciar este nome, para que ele não seja esquecido jamais.

 Fernando Collor de Mello é o ex-presidente da República que acreditou poder governar na marra, com medidas truculentas como o confisco da poupança dos brasileiros, e que julgou poder usar o mandato popular como instrumento privado em benefício próprio. Ao lado de seu famoso tesoureiro, Paulo César Farias, condenado por corrupção, Fernando Collor de Mello foi acusado em vários processos de lesar a administração pública, teve que renunciar, e foi condenado no Senado à perda de seus direitos políticos por oito anos. Collor foi absolvido na Justiça, cumpriu a pena política e conseguiu voltar a se eleger. Estava no seu pleno direito. Era hora dos incomodados se calarem.

 Ao entrar no plenário do Senado bufando, tentando intimidar, ameaçando com chantagens e perseguições, este homem está dizendo o seguinte ao país: não quer ser tratado como um democrata, quer ser tratado como bandido.

 Entre o medo de Pedro Simon e a apatia da opinião pública, Fernando Collor de Mello (este é o seu nome) saiu de cabeça erguida do Senado. O terror venceu. E no dia seguinte, foi recebido discretamente por ninguém menos que sua santidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 O velho, o desclassificado, o inacreditável Collor canta de galo no Senado Federal, e o Brasil assiste. O Brasil é covarde. É por isso que José Sarney sobe à tribuna e mente à vontade. Não tem problema ele dizer que não tem nada a ver com Agaciel e a farra do tráfico de influência. O Brasil sabe de tudo. Mas a covardia abençoa os cínicos. Se Collor pode fazer discurso de bandido no Senado e ser recebido em seguida por Lula, por que implicar com as molecagens da família Sarney? O melhor é ligar a TV e assistir à marmelada no Conselho de Ética com pipoca e Coca-Cola.

 E as andorinhas perguntam, S E R Á?