Diario de uma Andorinha

 

Acreditemos em ressurreição?

Acreditemos em ressurreição?

 

Brasília, 22 de agosto de 2009

Querido Diário, 

Queria escrever antes, mas não deu!

Tive uma semana cheia, sabe? De trabalho, de decepções, de vergonha. Mas… Ainda em vôo. Temos que dar conta do nosso trabalho, para o que somos remuneradas, dos nossos ninhos e trabalhar pelo Movimento. Às vezes fica apertado, mas vale o esforço.

Valerá sempre o esforço, pois acredito ser verdade que “tudo vale a pena, se alma não é pequena”. E é ela que nos dá e regula a envergadura de nossas asas para que voemos sempre, alcancemos os nossos objetivos e nos responsabilizemos pelo nosso destino.

Voar em meio a tempestades é sempre mais perigoso e arriscado e nos leva a pensar, às vezes, em desistir. Pensamos em nos aconchegar nos nossos ninhos com os nossos filhotes, esperar que outros se atrevam e esperar que passe a tempestade.

Mas… Sei não! Esperar comodamente que aconteça a catástrofe para depois, sem opção, recolher os corpos, chorar as perdas e lamentar até a próxima tempestade, certamente, nos causará estrago maior, a curto, médio e longo prazos.

Seria como permitir que as aves de rapina, enfim, vençam… Controlem, de forma definitiva, os ventos, o espaço aéreo e os nossos vôos para que, enquanto voarmos em busca de alimento, saqueiem nossos ninhos, destruam e engulam nossas crias, até o dia do juízo final.

O tempo passa depressa e agora faltam apenas 18 dias para o MUTIRÃO NACIONAL DA FAXINA DO LEGISLATIVO. Gostaríamos de ver, no dia 9/9/2009, o bando de Andorinhas que imaginamos no gramado do Congresso Nacional, mas estamos prontas e preparadas para lidar com mais uma frustração. Disso, nós entendemos.

Estaremos lá. Quatro andorinhas, dez andorinhas, trinta e duas andorinhas, cento e seis andorinhas, duzentas e quarenta e cinco andorinhas… Andorinhas macho, andorinhas fêmea. Quantas quiserem e se dispuserem.

E, em uma manifestação pacífica, ordeira e consciente, vamos, com nossa simples presença, mostrar que somos “um raio vívido, de amor e de esperança” ao Congresso descendo e que queremos voar em um “formoso céu, risonho e límpido”. Já basta a turbulência de tanta sordidez, tanto desrespeito, tanta corrupção.

E, se também é verdade que “o universo conspira em favor daquilo que projetamos e desejamos que aconteça”, seremos detectadas, pelos radares do “Centro de Controle do Espaço Aéreo da Democracia” como uma patrulha cidadã em defesa da segurança, da integridade e do bem estar da nação e do povo do nosso Brasil.

Sabe de uma coisa, Diário?  Minha filha, diz que sou uma Pollyanna. Uhmmm! Talvez ela tenha razão… Eu aceito o risco.

Marília Carvalho.

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Brasília, 17 de agosto de 2009

 Querido Diário,

 Nós, andorinhas, estamos confiantes e nos esforçando muito para que mais pessoas se envolvam no Movimento das Andorinhas, para que no dia 9/9/2009 às 9 horas da manhã possamos surpreender os “donos do Legislativo” em sua chegada para mais uma semana de dois dias de trabalho.   

Sabe meu Diário, eles não esperam que numa quarta-feira, pela manhã, sejamos capazes de comparecer. Afinal, estaremos no meio da nossa semana de trabalho. A força total conta com a nossa passividade e necessidade de ganhar dinheiro como motivo para nossa ausência. O que para eles, “é só alegria”.

Quanto mais ganhamos, mais entregamos a eles e mais queremos ganhar para não termos a sensação de fracasso social. E, quanto mais trabalhamos, mais cansados ficamos e menos tempo temos para assumir, de fato, nossas atribuições e deveres de cidadãos. Eles não se importam, nem um pouquinho, que nos preocupemos, apenas, com nossos direitos. Assim, se declaram defensores ferrenhos dos “nossos direitos”. E sobram-nos as urnas, o voto, como representação máxima de “cidadania”.

 Acabamos acreditando que não temos, mesmo, tempo e eles, os “por nós escolhidos” se importam conosco e estão comprometidos com a causa do bem comum. Escondemos de nós mesmos o medo, inconsciente até, de nos envolvermos nos partidos, nos sindicatos, nos grupos organizados para colocarmos nossos posicionamentos, nossas vontades, nosso saber. Evitamos assumir que, querendo ou não, somos responsáveis pelo resultado que está aí, causando asco e degradação. Engolimos tudo, de qualquer jeito, sempre justificando nossa ausência. Revoltamos-nos, nos tornamos ásperos e insatisfeitos, até perdermos a ternura. E sem, ao menos, tentar entender. Por quê? Talvez seja esta a causa do câncer político-social que está matando, aos poucos, nossa sociedade.  

 Sabe meu diário, voar é bom! Faz-nos pensar. Precisamos, urgentemente, tomar medidas preventivas contra a mortalidade cidadã. Precisamos voar nesta direção. Mesmo que eles se recusem a ver-nos em seus radares. Enquanto houver manifestações de resistência, a “minoria com complexo de maioria”, em que as andorinhas se incluem, estará lá!

 Depois, se nada acontecer, talvez, eu também queira me sentar em frente às telinhas da TV, da NET, do Cinema para assistir só a coisas bonitas e viver no mundo paralelo das maravilhas. Irei fazer muitas viagens a o exterior e sentir saudade do meu país. Isto me dará uma acalentadora idéia de patriotismo. Irei para as arquibancadas dos jogos, das corridas, dos esportes convencionais e radicais, torcer e gritar por um Brasil virtual acreditando que a vitória dos campeões é minha! Só porque nasci no Brasil do meu imaginário. E ele vai me bastar porque terei me rendido ao egoísmo, alimentando pensamentos e atitudes que, infelizmente, vem dominando a “minoria com complexo de soberania” que cresce e se fortalece na prática do: “Se está bom para mim e para os meus… O resto que se dane”.

 Individualmente, tenho muito com que alimentar o meu ego, a minha vaidade. Não me faltarão pipocas, nem cerveja gelada. Até o dia, é claro, em que eu descubra que terei deixado me cortarem as asas sem, ao menos, descobrir minha autonomia de vôo e, derrotada, devolva meu corpo não mais alado, para reciclagem.  

 Até outro dia.

Marília Carvalho.

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Brasília, 16 de agosto de 2009

 Querido Diário,

 Aqui estou eu, de novo. Hoje acordei com o corpo cansado, mas sentindo-me muito bem.

Ontem, estivemos lá no Congresso Nacional, participando da manifestação popular convocada pela Internet, em resistência aos abusos da nossa Democracia, em especial e no momento, o senado.

 O ex-presidente, senador José Sarney, seguido pelo, também, ex-presidente e senador Collor de Mello, encabeçam, a lista dos “não-amados”, dos desafetos. E por ironia, Diário, dois ex-presidentes, dentre os seis da nossa tão querida Democracia. Isto, infelizmente, compromete quase que de forma irreversível, a imagem de todos os outros. O silêncio absoluto diante da afirmativa: “… se pudermos ajudar legalmente, qualquer um de nós não deixa de ajudar.” E as palmas ao final do discurso… Estes sim, atos muito claros.

 Em frente ao Congresso Nacional, fomos mais ou menos 200 pessoas. Nada mal para um sábado, às 14h00min, com a baixa umidade do ar característica da Capital, em agosto. Assim, imagino, também tenha acontecido nos outros 13 locais anunciados pela Internet. Éramos poucos, infelizmente! Mas estávamos lá. A imprensa estava lá, também, sabe Diário?

 TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes, jornais… Mas, estranhamente, a repercussão foi quase nula. À noite, eles mostraram, sim, alguma coisa, mas nenhuma das entrevistas, que foram feitas, nenhuma voz dos cidadãos presentes. Embora fôssemos mais de 81 em todos os locais de manifestação. Somando tudo, na certa, mais que 81 + 513. Será que o ex-presidente – senador Collor, sabia mesmo o que estava dizendo, quando afirmou que o “Congresso não vai se agachar, por causa da vontade de uma meia imprensa”?Entre os poucos presentes, nós vimos jovens estudantes, professores, aposentados, crianças e até um cachorrinho. Mas isso não importa. Deu-se ênfase, apenas, em uma suposta confrontação com a polícia. Nem se deram ao trabalho de explicar o que de fato ocorreu.

 As luzes, as câmeras e as ações estão voltadas agora, para o escândalo da Igreja Universal e a guerra Globo X Record. Seria mais uma estratégia para desviar as atenções do povo? Mas, olha que este escândalo acaba sendo ligado ao Senado também. Não existe um senador sobrinho já em defesa do tio?

 Pelo sim ou pelo não, a Internet ganha espaço e importância nesta situação. Mas não podemos nos esquecer de que ela é apenas um veículo, como os demais. Não substitui a ação. Não substitui a presença. Não faremos diferença alguma se não formos às ruas e levarmos conosco, quantos pudermos. Sabemos disso.  Iremos novamente para as ruas no dia 7 de setembro. Pela manhã, na hora dos desfiles e à tarde para participar no “ESTAÉAHORA!” Vamos aproveitar a ocasião e lembrar aos presentes o MUTIRÃO NACIONAL DE FAXINA LEGISLATIVA, no dia 9/9/2009 às 9.

 Eu sei, meu Diário, que se você pudesse andar e falar encontraria um jeito, uma boa razão para estar lá conosco. De qualquer forma, grata, por guardar minhas preocupações, angústias e anseios.

 Até amanhã.

Marília Carvalho.

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Brasília, 12 de agosto de 2009

Querido diário,

Outro dia correu pela Internet um texto, de um autor desconhecido, falando sobre nossa situação de quase calamidade pública em função dos acontecimentos nacionais. Muito interessante, por sinal. Me fez pensar, mais um pouco, sobre nossa postura diante da crise política que se instalou.

Uma lástima que nosso compatriota tenha se dado por derrotado ao final. E é muito triste ter que concordar que a maioria esmagadora do povo está como ele. Com preguiça…

Sabe, encontramos justificativas para todo e qualquer pensar e agir. Não apenas o nosso como os dos outros. Esta é uma das capacidades humanas que nos diferem dos seres irracionais. Fazendo isto, nos deixamos levar pela onda de acontecimentos, nos eximindo de responsabilidades.

Mas, aprendi com meus pais que temos que nos vigiar sempre, quanto às conseqüências das atitudes que tomamos em função das justificativas que construímos.

Atitudes definem nossos comportamentos e estes têm o poder de influenciar outras pessoas e outras a outras, e assim por diante. Em uma cadeia sucessiva e crescente de purificação ou de contaminação, como no caso do vírus da gripe suína que agora enfrentamos.

Um vírus como tantos e tantos outros mas, ele recebeu uma classificação científica: H1N1. Então o mundo lhe deu atenção e todos, começamos a combatê-lo. Tomamos uma atitude combativa e definimos comportamentos de prevenção. Vamos acabar com ele, Diário, inda que ao custo de algumas perdas. Só aqui no Brasil, pelo que puderam contar, 197 vidas.

Foi aí que me ocorreu que precisamos classificar outro vírus, tão ou mais perigoso que este, que está se alastrando e acometendo muita gente aqui no Brasil. Como parece desconhecido, não associamos, ainda, a este “velho vírus” perdas de vidas, mas já existem inúmeros casos com diversas causas de óbito.

Ele se alastra sutil e despercebidamente e precisamos, também, tomar uma atitude de combate a ele, antes que acometa de forma irreversível e intratável, toda a nação.  Para que possamos dar a ele a atenção devida ele acaba de ser, social e politicamente classificado:

S 81 D 513 A (popularmente conhecido como “Vírus da corrupção”)*

Seu primeiro sintoma é a baixa consciência cidadã. Ela diminui a resistência do acometido e aumenta o seu potencial de contágio. O indivíduo se torna imune a qualquer tratamento e passa a ser hospedeiro, contaminando todos a sua volta, começando pelos familiares.

Ainda não existe vacina contra o S 81 D 513 A ∞ O princípio ativo necessário para o seu desenvolvimento só é encontrado nas atitudes e comportamentos de pessoas que não tenham preguiça de lutar pelo bem comum e, estejam dispostas à prática do altruísmo no lugar do egoísmo. Elas existem. Ajude-nos a organizá-las, meu Diário!

Para evitar o contágio, mantenha distância dos infectados.

* S 81 D 513 A ∞ = 81 senadores, 513 deputados e infinitos assessores

Marília Carvalho.
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Brasília, 10 de agosto de 2009

Querido Diário

Na sexta-feira passada, muitas andorinhas leram uma ótima notícia no jornal. E já distribuíram a notícia para inúmeros ninhos, levando a boa-nova. Foi uma notícia em que o Presidente da OAB se posicionou diante dos fatos horríveis que nos atormentam. Ficamos muito felizes!

A sugestão do Presidente da OAB, Cezar Britto, de “renúncia imediata dos 81 parlamentares que compõem o Senado Federal e a convocação de novas eleições legislativas” publicada na última sexta-feira, denota a real preocupação e o comprometimento dessa Instituição com o destino político do Brasil.

Isto se acendeu como uma luz no fundo deste túnel dos horrores em que nos encontramos.

A sociedade está chegando ao seu limite máximo de tolerância e, creio, tenha ultrapassado, em muito, o limite da indignação. Como muito bem dito pelo Presidente da OAB, “O Senado está em estado de calamidade institucional”

E, fato ainda mais preocupante, sabemos que não apenas o Senado. O Governo, os três poderes estão em estado de calamidade. Nossa cabeça, que abriga o cérebro que comanda este corpo de nome Brasil, aparentemente saudável, mas já apresenta claros indícios de infecção generalizada e pior, contagiosa.

No entanto, é um bom começo, procedimento correto e oportuno iniciarmos por onde a ferida se abriu. O acesso aos corredores dos outros órgãos se dá como conseqüência natural. Tanto no caso da infecção quanto no de tratamento.

Fazemos parte, de mais um movimento popular que está se formando, em função dos últimos acontecimentos. Isso nos alimenta e nos faz sentir orgulho. Ainda podemos voar! E tem gente ao nosso lado.

Nosso Movimento tem uma ação imediata programada para o dia 09/09/2009 mas, vai continuar com ações de conscientização para a maior participação da sociedade nas questões políticas.

Vamos nos unir à OAB na sua proposta de sexta-feira passada e vamos começar uma ação de esforço de união dos inúmeros movimentos que estão se formando neste sentido. Não é uma boa idéia?

Em um futuro bem próximo, vamos solicitar à OAB que se junte a nós, sociedade organizada não em partidos ou classes, mas em grupos interessados no resgate e na defesa de valores, para o desenvolvimento de um primeiro Projeto de Lei popular que legisle sobre o estatuto e o regimento da Câmara e do Senado, de forma a impedir que eles mesmos o façam, usem e abusem como o tem feito. Um Projeto de Lei que garanta a “não permissividade” de tudo a que estamos assistindo. Queremos participar da criação de diretrizes e normas de funcionamento da Casa. Sabe, Diário, deveríamos ter feito isto quando retomamos a Democracia. Não o fizemos e aí está! Precisamos, urgentemente, corrigir nossos rumos. Você não acha? Você acha que é querer demais, meu Diário?

Mas, a gente quer mais ainda. Nós queremos participar da definição do que pode ou não pode ser feito naquela Casa, o Congresso Nacional. Nós queremos discutir os conceitos e as práticas democráticas. Nós queremos definir a democracia que nos interessa e não “brincar de democracia”. Foi por e para isso que fomos às ruas nas Diretas já e que iremos no dia 7 e 9 de setembro.

Depois disto, nós queremos construir uma proposta de legislação para discussão e aprovação da sociedade. Se, preciso for, por plebiscito ou coisa que o valha. Nós iremos buscar tantas assinaturas quantas sejam necessárias para aprovar uma Lei Popular que resguarde os interesses do povo e os princípios de equidade e igualdade da nossa Constituição. Nós vamos precisar de ajuda da OAB e de quem mais quiser e puder nos ajudar. Pois do contrário teremos que nos contentar, para sempre, com cerimônias esparsas e ridículas de malhação de Judas temporais, sacrifícios de bodes expiatórios, faxinas casuais e entregas de boi por uma boiada. Boiada de qualidade duvidosa na travessia de rios poluídos em cursos d’água desviados. Você nos ajuda?

Estou muito ocupada com tudo isto. Mas não vou me esquecer de você, tá?

Até outro dia.

Marília Carvalho.

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Brasília, 06.08.2009

Bom dia, diário! Aliás, ótimo dia!

Hoje eu amanheci feliz, mesmo tendo tido certa dificuldade para pegar no sono em função das emoções que vivi ontem, ouvindo o discurso do Presidente do Senado na plenária. Abri os olhos e as janelas, contemplei o céu e pensei: mais um lindo dia para voar! Agradeci a Deus por mais um dia vivido e mais um por viver. Naquele momento eu me lembrei de que dormira pouco e revoltada com o aquele discurso que não suportei ouvir até o fim. Mas, ainda assim, estava me sentindo feliz. Por quê?

Entendi que minha revolta causara a sensação de um leve deslocamento de ar ao meu redor. Como se fosse uma bala, de um tiro disparado em uma andorinha em vôo. Por que, se, no fundinho de minha alma, eu já esperava por aquilo? Talvez por ter participado de um filme de enredo muito parecido e com elenco composto por muitos atores que estão nesta nova filmagem. Inclusive os figurantes. Dentre eles, eu.

Pensando no final do filme “Fora Collor” e no seu efeito senti, de novo, o deslocamento de ar do tiro disparado. Olhei outra vez para o céu azul, respirei fundo e esperei por uma resposta. Ela veio em forma de perguntas. Muitas perguntas. E são apenas as primeiras.

  1. Queremos continuar bancando, gravando e assistindo versões de “clássicos” políticos com finais “felizes para sempre” para os protagonistas?
  2. Queremos patrocinar e perpetuar uma escola de deformação de atores políticos que serão exemplos dessa cidadania deturpada para nossas gerações futuras?
  3. Queremos continuar ignorando os efeitos da performance de atores políticos no comportamento da sociedade?
  4. Queremos eleger, reeleger e continuar apoiando e reverenciando atores políticos que sendo responsáveis por legislar: ignoram a legislação?
  5. Queremos regras e procedimentos permissivos, nos regimentos do Congresso, que sempre justificarão os absurdos que estamos vendo?
  6. Queremos familiares, amigos e amigos de familiares dos Congressistas privilegiados com empregos temporários e depois efetivos, no Congresso enquanto nossos filhos e amigos estão lutando na Guerra dos Concursos para terem oportunidade de trabalho?
  7. Queremos “representantes”, os mais caros do Planeta, assumindo responsabilidades de condução de processos e afirmando que não os conhece? Que não sabem o que acontece a sua volta e se comportam como se os problemas fossem, sempre, da alçada do outro?
  8. Queremos, aceitar o papel de eternos figurantes, garantindo a visibilidade e bem-estar de atores políticos que demonstram quase nenhum compromisso com o bem comum?
  9. Queremos, mesmo, reverenciar atores políticos de tão pouco talento e competência a ponto de “esquecerem a fala” diante de argumentos como: “qual de vocês faria diferente?”

10. Queremos esquecer o que não queremos?

Lembrei-me que sábios disseram inúmeras vezes e em tempos diferentes, que uma das melhores maneiras de aprender, crescer, evoluir é: não nos preocuparmos tanto com respostas, mas com a habilidade e o hábito de fazer perguntas. As respostas aparecem como conseqüências naturais. Fazem sentido. Fazendo sentido, viram “saber”. E o saber transforma atitudes, comportamentos. Transforma o viver.

E, então, descobri que hoje eu acordei feliz porque continuo viva e com vontade de voar! Mais do que nunca! Quero convidar as andorinhas para voarem comigo. Um vôo inesquecível de reconhecimento. Vamos voar para dentro de nós, em busca das perguntas que lá estão e que poderemos levar para o nosso encontro do dia 09/09/2009. Elas poderão ser parte do material que vamos usar no Mutirão Nacional de Faxina no Legislativo e instrumentos de navegação nos nossos vôos futuros.

Poderão mandar suas perguntas para nós, pela caixa de comentário no blog ou pelo e-mail em arquivo Word ou JPG para mariliacarvalho9@gmail.com.

Marília Carvalho.

3 Respostas para “Diario de uma Andorinha

  1. Diante disto gostaria de acrescentar o link do Estadão desta quinta 06 de agosto 2009 cuja manchete é: Discurso de José Sarney Manipula dados : Vale dizer que não aconselho a leitura para pessoas de estômago frágil, provoca náuseas fortíssimas diante de tanta dissimulação, para Andorinhas corajosas vale como informação e principalmente bússola para um belo voo no dia 09/09/2009.

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,discurso-de-jose-sarney-manipula-dados-,414343,0.htm

    Tati – SP

  2. Demóstenes A Moraes

    Iniciativa importantísssima. Vamos dar um basta em tanta palhaçada e humilhação com o povo brasileiro. Vamos lutar por um Brasil mais justo para nossos filhos e netos, temos que dar uma resposta definitiva a esses “falsos representantes do povo”. É preciso um movimento organizado e forte a exemplo do que foi feito à época do collor.

    • Alô, Demóstenes! Maravilha te reencontrar na nossa velha (e sempre atual) luta. Mas como bem disse você, agora é pelos nossos filhos e netos – afinal, o exemplo é a grande herança que podemos legar aos nossos descendentes. Um grande abraço e até 9 de setembro.
      Sandra Mara.

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